A Polícia Civil identificou seis pessoas suspeitas de integrarem uma organização criminosa que utilizava de documentos fraudulentos para contratar empréstimos bancários consignados em nome de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional de Previdência Social (INSS). O grupo teria aplicado golpe em, pelo menos, 18 pessoas. As investigações tiveram início após a prisão em flagrante de uma mulher de Brasília que tentou realizar um saque de cerca de R$35 mil, utilizando documentos falsos em uma agência bancária de Guarapari. Segundo a Polícia Civil, a urgência e o esforço com que Taymara Pires Ribeiro buscou realizar o saque chamou a atenção dos bancários, que acionaram a Polícia.

As apurações levaram a Antônio Robson da Costa, servidor público e proprietário de um restaurante no qual Taymara estava residindo em Guarapari. “Nesse local nós encontramos uma impressora usada para a falsificação de documentos, 18 documentos com fotos da Taymara e outras pessoas e dossiês completos com todas as informações necessárias para a contratação de empréstimos consignados em nome de 18 pessoas, todas pensionistas do INSS e as fotos de três dos investigados”, explicou o delegado titular da Delegacia Especializada de Investigações Criminais (Deic) de Guarapari. Com base nos documentos, a Polícia identificou o envolvimento de Uarison Oliveira Menezes com o grupo. De acordo com as informações cedidas pela Polícia Civil as investigações apontavam que Taymara e Uarison teriam sido recrutados por Rosendo dos Santos (vulgo Neném), que também foi responsável pelo recrutamento de Juliana Teixeira de Melo, que já tinha aplicado golpes que resultaram em R$200 mil para o grupo em ocasiões anteriores. E mesmo nos casos em que o grupo não conseguia contrair os empréstimos, as contas eram utilizadas para lavar o dinheiro dos golpes, dissimulando os criminosos envolvidos. “Essa quadrilha abre muitas contas falsas. Se eles não conseguem empréstimos nessas contas, eles usam para receber empréstimos das outras. Essa tática é muito valiosa para o crime organizado, porque serve para esconder a origem e o destino e a propriedade de um dinheiro ilegal”, explicou Dr. Guilherme.

Segundo a Polícia Civil, são apontados como integrantes da organização criminosa, Antônio Robson Santiago da Costa (vulgo Piti), Juacy Ribeiro da Silva, Juliana Teixeira de Melo, Rosendo dos Santos Fernandes (vulgo Nenem), Taymara Pires Ribeiro e Uarison Oliveira Menezes (vulgo Sandro).

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Fonte: Folha on-line 

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